
Filme de diretor quase estreante e com elenco de estrelas de peso. Assim é A Duquesa, filme que passa pelo Brasil sem grandes alardes. Pensei que fosse um Maria Antonieta mais tradicional e apesar das semelhanças, o filme se mostra bastante diferente. Uma mulher que questiona em um tempo em que a submissão era seu único consolo e o amor tem que ser arranjado para ser aceito na sociedade. O homem poderoso manda e a mulher cala.
Georgiana Spencer se casa com o Duque de Devonshire, um casamento sem amor e empurrado pela vontade da mãe ver a filha na alta sociedade e no Duque ter um herdeiro, um filho homem. Por azar de Georgiana, a gravidez não foi tão rápida e quando aconteceu nasceu uma mulher e depois outra mulher. Tudo o que o Duque não queria. Infeliz no casamento, Georgiana se deixa envolver com um aspirante a primeiro ministro, o que torna o seu casamento mais insuportável.
Diferente dos demais filmes de época, o drama não é baseado em doenças, pestes ou guerra. A tragédia humana e o drama das relações é o que movimentam a vida dos personagens. Keyra se mostra mais uma vez como uma das melhores atrizes de sua geração e Ralph dispensa comentários. A fotografia e o figurino são excelentes, e o filme demonstra bem o drama vivido pela personagem principal. E é assim, um filme bom, sem muito alarde.

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